Havia lugares dos quais ele gostaria de guardar em seu quintal. Lugares como aquelas varandas, daquelas casas, daqueles amigos de amigos, que viviam cruzando seu caminho. Eram incontáveis cenas gravadas em sua imaginação ou por sua câmera fotográfica.Sua casa, uma grande sala com um banheiro pequeno, era completa por suas fotografias em paredes sem cor alguma. E aquela música tocava incansavelmente todos os dias, parecendo escorrer das imagens, penetrando tudo que fosse concreto e atraindo tudo que fosse abstrato.Ele tinha um jardim no teto, e costumava deitar no chão e imaginar o que estaria acontecendo por trás. Geralmente atrás de jardins havia muita terra, mas seu jardim tinha um céu azul de mil tonalidades e acontecimentos, e era disso que ele gostava especialmente, encontrar céus azuis onde deveria haver terra. Gostava dos que choviam, dos que eram cheios de nuvens, dos que eram limpos e ventavam. E quando os encontrava, soltava pássaros para ver voar.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Peculiaridades de uma mente sadia
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