Nascemos da semente do porvir, caminhamos no canto ordinário do agora. O sangue alheio escorre nas mãos de um mundo prematuro. A face da maldade outrora foi um bebê febril, e agora é tão forte quanto o choro por fome, e então frágil. As raízes apodreceram e já não há sustento, as extremidades ocupam o espaço. O ser resumiu-se ao corpo e suicidou o espírito. Fez-se volátil o sentido em ter um órgão vital pulsando no corpo.Que a destruição fosse uma deixa para a construção e seríamos nobres. Não somos. O caos caminha frente ao abismo, e ninguém nos ensinou a abrir as asas. Revolucionamos o fracasso por desconhecer a única verdade que não nos cruza os olhos. Cruzamos os dedos em outros dedos, os braços em desistência, as pernas no álcool, os corpos em outros corpos e não vivemos nada disso. Cruzamos a vida feito um trem fora de linha com as janelas fechadas.Anunciamos o fim com um grande cérebro pobre e um pequeno coração miserável. Somos um todo que se partiu em fragmentos de dejeto, sujou o habitat natural do amor e enfureceu os quatro elementos. Fracassamos. E reagimos a isso num grito de gol quando a trave é a trava que colocamos na vida. Escolhemos a morte e a fizemos existir, e agora sonhamos com um próximo fim do mundo para que não tenhamos que admitir que acabamos desde que deixamos de fluir.A esperança jazia em evolução e regredimos ao ponto de perdê-la de vista.
domingo, 25 de novembro de 2012
Da humanidade ao fim. 2012.
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