Sinto derramar promessas por ralos cheios de cabelo dos mais sujos banheiros, sinto assim como quem vê passar o tempo. A gente se olha o tempo todo mas não se vê, não se dá a mínima. Vejo no rosto de cada ser andande um 'procura-se' novo a cada vírgula que chamamos de esquina. Mas nunca sabemos a procura de que ou quem realmente estamos, só procuramos. A procura vem sempre acompanhada do pensamento de que não se vai encontrar, meio que como motivação, porque reza a lenda que se voce encontra rompem-se a graça e a pedra de gelo que desliza-se na barriga gritando "derreta-me". Se voce encontra resolve por fim que não era o que buscava, e por mais que chegue ao seu dito esgotamento, vai se forçar a continuar a procurar até o último inspirar. Da crença de um ao outro sempre surge um sinal, espírito, salvador, senhor, escrito, livro, música, pai de santo, amigo imaginário ou força sobrenatural que puxa e sacode pro lado dos que desistem desse círculo perseguidor, insatisfeito e insistente. Desistem por si só, pelos que caminham em linha reta, e por vezes desistem mesmo. Penso que as vezes quem desiste como que em pedido pra estrela cadente pode se juntar a um outro na mesma iniciativa. Pra quem acredita em alma gemea, metade da laranja ou melão, limão seja lá que fruta for seria descobrir que se consegue isso fazendo, ou encontrando um bom amigo espíritual. Mas tomar consciência pra quê, é facil bater a cabeça no muro, difícil é pegar o muro e bater na própria cabeça por vontade própria, se é que isso faz algum sentido. Se é que algo aqui faça sentido. Agora vou procurar um chá e alguém interessante pra conversar.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Derreta-me
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