terça-feira, 16 de outubro de 2012

Olá... eu!


Eu poderia perfeitamente me dividir em quatro pessoas: todas com suas múltiplas personalidades. Seria quatro elementos, quatro versos, quatro pontos – um final após as reticências.
Eu seria um lago frio numa terra perdida, inexplorado. Seria um livro infantil desabrochado por várias mentes e adaptado a várias realidades improváveis. Seria uma bandeira de paz estendida em tempos de guerra. E seria a música que embala os corpos nas noites.
Dentro disso, eu poderia ser tanto silêncio, tanto tumulto, tanto invisível, tanto extremo.  E sou. Feito a loucura que inebria corpos e mentes libertos. Feito os passos de um velho refugiado nas grades num feriado fora da prisão. Feito as bocas que se calam e guardam as melhores palavras. Feito todas as sensações.
Sou um cego tateando o mundo, sentindo cada possibilidade num novo toque. E hoje, quando me encaro feito num espelho, posso vê-los – aqueles pontos de luz. Estão cintilantes como nunca, e vêm de dentro. 

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