Que as faces não se sobreponham desta vez. Que o vazio entre a causa e o acontecimento os distancie cada vez mais, e que já não nos importe motivos para um sentimento forte – alegria, talvez.É como soltar um barco de papel sobre a água e esperar contar só com o vento, e se vier a virar, não adiantará nem manter os olhos fechados. Porque nós sabemos, o tempo não existe aqui. E só teremos um agora se nunca nos lembrarmos de um antes, e jamais esperarmos de um futuro.Estendo-te minha mão, não para roubá-lo de um teu e trazer-te a um meu, mas, para quem sabe, encontrar um ponto que nos mantenha entre uma coisa e outra. Pois precisamos de um toque de realidade absurda para nos colocarmos frente a frente, e não se trata de um duelo.O caminho que nos trouxe aqui não é feito de flores e amores, mas dos galhos que ficaram daquelas velhas árvores que cultivávamos sem saber. E é com eles que se há de construir uma estrada.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário