Pisando levemente,
sentindo a pele envelhecer e paralisar.
Deixamos rastros dessas noites para a luz,
e o desgosto faz companhia
enquanto o ar fino cresce em nossas mãos.
O mundo colide e os ventos não me fazem flutuar,
esconderei o lamento
por só dançarmos juntos sobre nuvens de poeira,
em sonhos que logo se desfazem.
Vejo-te cobrir-se em penas
que têm vestido o que deixa dentro de seu peito,
sem descansar.
Peço-te que escreva-me uma simples poesia
no branco de teus olhos,
encontre-me ao mergulhar em meus vazios
e preencha-os com os teus.
Há uma única estrada
capaz de trazer-te ao meu abrigo,
esconde-se onde pessoas deveriam ser árvores.
Tenho adormecido numa rede de fantasias
à esperar-te.
Minha paz intercala-se a respiração acelerada,
meu corpo já quase não mente.
Estenda tuas mãos e pule do alto
se o desejo for voar,
então nos encontraremos
onde só alcançamos com os olhos.
Baseado em contos que não foram contados
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