Alojado entre a chama e o balde de água fria, como se pudesse derreter a qualquer momento e então escorrer pra fora desse peito sufocado. Pode se chamar de cru, e então podre. Acumulado e inflamado como células cancerígenas que mastigam organismos de anos em dias. Para se elevar em efeitos leves, talvez lavar ajude a levar o lixo pra fora. Talvez sucumbir aos desgastes e evacuar as memórias em uma longa diarreia de velas derretidas e dramas rasgando a pele, escancarar os calos e caros enganos e desperdícios de dias a pão de ló e água morna. Nada como um doce para uma criança chorando a toa. Os leitos vazios, se não aquele que abriga o mestre da casa e cobre-o de cuidados tardios e amor regado aos talos, algo que console essa noite calada pelos gritos que se ouve no silêncio. Não acredite nas palavras santas que lhe dizem aos cochichos, os pés dos ouvidos estão mancos e falhos, e a segurança está apenas nas raízes embaixo deles, das que guardam o apogeu do eterno poucas restaram. Encontre-as.
sábado, 22 de junho de 2013
Monólogo do silêncio
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