Ve-lo assim é como fatiar a carne que esconde meus ossos, cada dia uma nova dor para uma ferida que não cicatriza.
O amor tem suas consequencias, nos coloca em armadilhas que nos destruíria. E destruirá. Esse amor sem espaço e tempo, que existe logo por eu existir, por esse ser que inconscientemente habita em meu consciente o tempo todo, desde que eu era pequeno, desde que aprendi a rezar. E hoje rezo pra que se cure, e volte a ter a força inabalável que me aparentava ter, com braços que carregam montanhas só para eu subir.
Se essas horas não corressem, e meu coração parasse de chorar tão covardemente, quão mais forte eu seria. Não consigo carregar essas dores que escorrem pelos vãos de meus dedos e impregnam no corpo inteiro. Que vazio é esse que me consome e esvazia o ar dos meus pulmões, que me faz soluçar no chão de banheiros em todos os lugares.
Me encaro no espelho buscando alguma verdade, algum instinto qualquer que libere a força pela pele feito suor.
terça-feira, 27 de março de 2012
Vim te pedir abrigo, preciso do teu calor
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a tristeza e triste, minha cara :/ mas à sempre um ser humano que pode mudar isso...
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